terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Diversão na Cidade da Criança


Na quarta-feira, 28, as crianças do período da tarde da Casa Assistencial visitaram a Cidade da Criança em São José do Rio Preto - SP.
Os escorregadores encantaram as crianças e, sem duvida, elas aproveitaram todos os brinquedos que o local oferece.
Com certeza,  foi um passeio recheado de diversão e alegria.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Palestra com a enfermeira Simone Aparecida de Oliveira

         A Casa Assistencial recebeu a visita da enfermeira Simone Aparecida de Oliveira que ministrou uma palestra com o tema: “DST-AIDS”. Mostrando os estágios da doença, a importância da prevenção,cura e além de tudo isso, esclareceu muitas dúvidas.

        Pela dificuldade de informações relacionadas a sexualidade, seja por vergonha ou falta de informações adequadas, as  Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) foram nas últimas décadas, e ainda continuam sendo, as doenças que afligem a saúde das pessoas. Se não forem diagnosticadas e tratadas corretamente, além do processo infeccioso, podem levar à infertilidade, surgimento de outras doenças  e, até mesmo, a morte. Sendo assim, o uso de preservativo, associado a alguns cuidados, impedem o contágio e disseminação.
          Vale então dizer como essas informações tem um grande peso para as mudanças desses resultados.

         A Casa Assistencial agradece  a presença da enfermeira Simone Aparecida de Oliveira.



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

1º Boletim Mensal da Canlab


Palestra com o Dr.Sandro Rogerio Dionizio

Na quarta-feira, 24 de outubro,  as mães das crianças do projeto Espaço Amigo e do Projeto Laços de Proteção tiveram a oportunidade de assistir a palestra do Dr. Sandro Rogério Dionizio , advogado residente em Jaborandi - SP.
A palestra teve como tema " Direitos e Deveres" com base no Artigo196  da Constituição Federal que diz: "A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação."  
Logo em seguida também foi explanado assuntos sobre o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Sem duvidas foi uma palestra que nos trouxe muito conhecimento. Ao Dr. Sandro Rogério Dionizio fica o nosso muito obrigado!          




           

Dia das Crianças

Durante a semana do dia 12 de outubro, a Casa Assistencial entrou em festa com as comemorações  do Dia das Crianças.
Foram realizadas brincadeiras como: bexiga com água, corrida do ovo, pega bandeira, queimada, concurso de conhecimentos gerais, entre outras. 
Encerramos nossas comemorações com uma deliciosa festa cheia de guloseimas divertindo e alegrando ainda mais nossas crianças.





Ser criança é acreditar que tudo é possível.

É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco

É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos

Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.

É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.

Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.

Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."

                                                            (Gilberto dos Reis)




Palestra com o Dr. Pedro Otavio Ferreira

Pais e responsáveis pelas crianças do Projeto tiveram a oportunidade de assistir a palestra do medico Dr. Pedro Otávio Ferreira. 

Nesta palestra foram discutidos dois assuntos: " Doenças sexualmente transmissíveis",  que é um dos grandes problemas presentes na sociedade em que vivemos e " Educação",  porque ainda se faz necessário transmitir a eles aquelas verdades básicas que atravessaram séculos, mas que estão sendo deixadas para trás ao longo dos anos.


Ao Dr. Pedro Otávio Ferreira fica o nosso sincero agradecimento.



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Brincar: um direito da criança



As crianças habitam um momento da vida de todas as pessoas denominada Infância. Em cada momento da história da humanidade a Infância e as crianças foram entendidas de formas distintas: em alguns momentos com maior visibilidade quanto às suas características e, em outros, com certa invisibilidade.

Nos tempos atuais, após muitas conquistas de diferentes setores da sociedade, como a educação, a área social, de direitos da criança, movimentos sociais e também com o envolvimento de famílias, as crianças passaram a ser entendidas enquanto atores sociais e sujeitos de direitos.

No entanto, algumas conquistas ainda estão em curso mediante o entendimento de que não há somente uma infância e um padrão de criança, mas sim infâncias e crianças plurais que precisam ser consideradas nas suas diferenças e semelhanças. Ocorre que o mundo adulto, muitas vezes, não considera a criança enquanto uma pessoa que tem direito a ser considerada em decisões que a envolvem, pois ainda não a vê enquanto sujeito, mas sim, como objeto. Dessa forma, as crianças muitas vezes têm seus direitos negados ou até violados.

Na contemporaneidade já é possível perceber que vivemos um encurtamento desse momento tão especial da vida do ser humano, um momento de intensas descobertas e altamente significativo no desenvolvimento integral das crianças. Cada vez mais cedo são colocadas sobre as crianças expectativas dos adultos e que tem pouca relação com os desejos e interesses infantis, tais como a alfabetização precoce, o desenvolvimento de talentos artísticos e o aprendizado de uma língua estrangeira. Assim, muitas crianças, são submetidas à intensas rotinas de estudo e atividades extras tipicamente adultas, em detrimento aos momentos de vivenciar o seu tempo de ser criança, do brincar e interagir com seus pares.

Para que se possa avançar e contribuir nesse debate, o brincar precisa ser entendido enquanto um direito indiscutível e garantido a todas as crianças em dispositivos legais internacionais e nacionais como a Convenção Internacional de Direitos de 1989 e o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990. Segundo o artigo 31 da Convenção, todas as crianças têm direito ao descanso, ao lazer, ao divertimento e às atividades recreativas próprias de cada idade. O Brasil, enquanto país signatário da Convenção, precisa garantir que esse direito seja reconhecido e garantido a todas as crianças brasileiras, em condições de igualdade. A sociedade brasileira já tem avançado e reconhecido o seu profundo compromisso com essa causa, por meio de movimentos que já impactam políticas públicas voltadas às crianças.

O brincar, enquanto a atividade principal da criança é a essência de ser criança e das Infâncias. Por meio do brincar, nas suas mais variadas formas e em diferentes contextos onde vivem as crianças, elas se expressam, interagem, se socializam, ampliam seu potencial, fazem descobertas, inventam novas possibilidades, observam atentamente como as outras crianças brincam, inventam e reinventam os modos de brincar, ou seja, aprendem contínua e significativamente, criando e recriando culturas infantis.

Desse modo, é fundamental que os adultos ressignifiquem o seu olhar para esse direito e reflitam sobre sua postura diante das crianças e das escolhas que fazem na tentativa de ver a criança cada vez mais ocupada. Da parte das crianças há um sentimento de perda da infância, quando as mesmas verbalizam que gostariam de ter mais tempo para brincar e que os momentos que mais gostam na escola é o recreio e as atividades onde o lúdico e o movimento são privilegiados. As crianças sofrem com a falta desse momento tão peculiar nas suas vidas e demonstram isso por meio de atitudes preocupantes, como quando começam apresentar desinteresse pelos estudos, apatia, cansaço e certa preferência por jogos eletrônicos e programação televisiva em excesso. Pesquisas indicam que as crianças brasileiras ficam, em média, 4 horas diárias expostas à televisão, dado preocupante e que pode impactar significativamente o desenvolvimento infantil.

Atualmente, e cada vez mais, a cultura do consumo se fortalece devido ao empoderamento econômico das pessoas e as crianças são vistas pela publicidade como alguém com forte potencial para influenciar as escolhas das famílias. Assim, a estratégia de relacionar muitos produtos com personagens infantis e com o brincar já demonstra resultados bem sucedidos. É preciso que os adultos repensem suas escolhas e reflitam junto das crianças sobre alternativas de brinquedos que não tenham o consumo como objetivo.

Outro elemento bastante visível no mundo atual é a mudança nas formas do brincar e na característica dos brinquedos, em certa medida, consequência do avanço da tecnologia que seduz cada vez mais as crianças em preferir brinquedos estruturados e equipamentos eletrônicos como o computador e o videogame. Ao ficar somente com essas opções, observa-se uma crescente falta de interação entre as crianças, o desinteresse das mesmas por brinquedos tradicionais e que não têm muitos recursos e a existência de brinquedos que podem trazer uma ideia estereotipada do que são brincadeiras para meninos e meninas, pautados em modelos de cores e de pessoas (em geral bonecas de pele branca com cabelos louros…).

Nesse sentido, entende-se que o papel da família e da escola é o de aprofundar esse debate, na busca de outras formas de organização dos tempos para o brincar, com momentos amplos e livres, onde as crianças interajam entre si e com os adultos, optando por brinquedos com propostas mais atrativas às crianças e incentivando o contato e interesse por materiais diversos como panos, embalagens coloridas, cordas e materiais naturais como areia, água, argila…

Viver a(s) Infância(s) e ser feliz implica em ter mais momentos para brincar sozinho ou com seus pares, brincar por inteiro, corporalmente e emocionalmente, vivenciando novas experiências, o faz-de-conta, o seu imaginário e sentindo-se livre para criar. Criança que brinca é mais feliz e, certamente, será um adulto melhor!
                                                                                                 
   Por Soeli Terezinha Pereira
outubro 23, 2012 por Fundação Abrinq


Soeli Terezinha Pereira é pedagoga e assessora educacional da Rede Marista de Solidariedade, Grupo Marista. Atua com projetos da área Educacional e no acompanhamento dos processos de gestão, pedagógicos e de formação em Unidades Educacionais e Sociais que compõem a Rede, com foco na Infância e na Educação Infantil. É uma das organizadoras do livro “Educação Infantil: Reflexões e práticas para a produção de sentidos” (Editora Universitária Champagnat, 2012).