segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Palestra com o Dr.Sandro Rogerio Dionizio
Na quarta-feira, 24 de outubro, as mães das crianças do projeto Espaço Amigo e do Projeto Laços de Proteção tiveram a oportunidade de assistir a palestra do Dr. Sandro Rogério Dionizio , advogado residente em Jaborandi - SP.
A palestra teve como tema " Direitos e Deveres" com base no Artigo196 da Constituição Federal que diz: "A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação."
Logo em seguida também foi explanado assuntos sobre o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Sem duvidas foi uma palestra que nos trouxe muito conhecimento. Ao Dr. Sandro Rogério Dionizio fica o nosso muito obrigado!
Sem duvidas foi uma palestra que nos trouxe muito conhecimento. Ao Dr. Sandro Rogério Dionizio fica o nosso muito obrigado!
Dia das Crianças
Durante a semana do dia 12 de outubro, a Casa Assistencial entrou em festa com as comemorações do Dia das Crianças.
Foram realizadas brincadeiras como: bexiga com água, corrida do ovo, pega bandeira, queimada, concurso de conhecimentos gerais, entre outras.
Encerramos nossas comemorações com uma deliciosa festa cheia de guloseimas divertindo e alegrando ainda mais nossas crianças.
Ser criança é acreditar que tudo é possível.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco
É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos
Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.
É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."
(Gilberto dos Reis)

Palestra com o Dr. Pedro Otavio Ferreira
Pais e responsáveis pelas crianças
do Projeto tiveram a oportunidade de assistir a palestra do medico Dr. Pedro Otávio Ferreira.
Nesta palestra foram discutidos dois assuntos: " Doenças sexualmente transmissíveis", que é um dos grandes problemas presentes na sociedade em que vivemos e " Educação", porque ainda se faz necessário transmitir a eles aquelas verdades básicas que atravessaram séculos, mas que estão sendo deixadas para trás ao longo dos anos.
Ao Dr. Pedro Otávio Ferreira fica o nosso sincero agradecimento.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Brincar: um direito da criança
As crianças habitam um momento da
vida de todas as pessoas denominada Infância. Em cada momento da história da
humanidade a Infância e as crianças foram entendidas de formas distintas: em
alguns momentos com maior visibilidade quanto às suas características e, em
outros, com certa invisibilidade.
Nos tempos atuais, após muitas
conquistas de diferentes setores da sociedade, como a educação, a área social,
de direitos da criança, movimentos sociais e também com o envolvimento de
famílias, as crianças passaram a ser entendidas enquanto atores sociais e
sujeitos de direitos.
No entanto, algumas conquistas
ainda estão em curso mediante o entendimento de que não há somente uma infância
e um padrão de criança, mas sim infâncias e crianças plurais que precisam ser
consideradas nas suas diferenças e semelhanças. Ocorre que o mundo adulto,
muitas vezes, não considera a criança enquanto uma pessoa que tem direito a ser
considerada em decisões que a envolvem, pois ainda não a vê enquanto sujeito,
mas sim, como objeto. Dessa forma, as crianças muitas vezes têm seus direitos
negados ou até violados.
Na contemporaneidade já é
possível perceber que vivemos um encurtamento desse momento tão especial da
vida do ser humano, um momento de intensas descobertas e altamente
significativo no desenvolvimento integral das crianças. Cada vez mais cedo são
colocadas sobre as crianças expectativas dos adultos e que tem pouca relação
com os desejos e interesses infantis, tais como a alfabetização precoce, o
desenvolvimento de talentos artísticos e o aprendizado de uma língua
estrangeira. Assim, muitas crianças, são submetidas à intensas rotinas de
estudo e atividades extras tipicamente adultas, em detrimento aos momentos de
vivenciar o seu tempo de ser criança, do brincar e interagir com seus pares.
Para que se possa avançar e
contribuir nesse debate, o brincar precisa ser entendido enquanto um direito
indiscutível e garantido a todas as crianças em dispositivos legais
internacionais e nacionais como a Convenção Internacional de Direitos de 1989 e
o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990. Segundo o artigo 31 da
Convenção, todas as crianças têm direito ao descanso, ao lazer, ao divertimento
e às atividades recreativas próprias de cada idade. O Brasil, enquanto país
signatário da Convenção, precisa garantir que esse direito seja reconhecido e
garantido a todas as crianças brasileiras, em condições de igualdade. A
sociedade brasileira já tem avançado e reconhecido o seu profundo compromisso
com essa causa, por meio de movimentos que já impactam políticas públicas
voltadas às crianças.
O brincar, enquanto a atividade
principal da criança é a essência de ser criança e das Infâncias. Por meio do
brincar, nas suas mais variadas formas e em diferentes contextos onde vivem as
crianças, elas se expressam, interagem, se socializam, ampliam seu potencial,
fazem descobertas, inventam novas possibilidades, observam atentamente como as
outras crianças brincam, inventam e reinventam os modos de brincar, ou seja,
aprendem contínua e significativamente, criando e recriando culturas infantis.
Desse modo, é fundamental que os
adultos ressignifiquem o seu olhar para esse direito e reflitam sobre sua
postura diante das crianças e das escolhas que fazem na tentativa de ver a
criança cada vez mais ocupada. Da parte das crianças há um sentimento de perda
da infância, quando as mesmas verbalizam que gostariam de ter mais tempo para
brincar e que os momentos que mais gostam na escola é o recreio e as atividades
onde o lúdico e o movimento são privilegiados. As crianças sofrem com a falta
desse momento tão peculiar nas suas vidas e demonstram isso por meio de atitudes
preocupantes, como quando começam apresentar desinteresse pelos estudos,
apatia, cansaço e certa preferência por jogos eletrônicos e programação
televisiva em excesso. Pesquisas indicam que as crianças brasileiras ficam, em
média, 4 horas diárias expostas à televisão, dado preocupante e que pode
impactar significativamente o desenvolvimento infantil.
Atualmente, e cada vez mais, a
cultura do consumo se fortalece devido ao empoderamento econômico das pessoas e
as crianças são vistas pela publicidade como alguém com forte potencial para
influenciar as escolhas das famílias. Assim, a estratégia de relacionar muitos
produtos com personagens infantis e com o brincar já demonstra resultados bem
sucedidos. É preciso que os adultos repensem suas escolhas e reflitam junto das
crianças sobre alternativas de brinquedos que não tenham o consumo como
objetivo.
Outro elemento bastante visível
no mundo atual é a mudança nas formas do brincar e na característica dos
brinquedos, em certa medida, consequência do avanço da tecnologia que seduz
cada vez mais as crianças em preferir brinquedos estruturados e equipamentos eletrônicos
como o computador e o videogame. Ao ficar somente com essas opções, observa-se
uma crescente falta de interação entre as crianças, o desinteresse das mesmas
por brinquedos tradicionais e que não têm muitos recursos e a existência de
brinquedos que podem trazer uma ideia estereotipada do que são brincadeiras
para meninos e meninas, pautados em modelos de cores e de pessoas (em geral
bonecas de pele branca com cabelos louros…).
Viver a(s) Infância(s) e ser
feliz implica em ter mais momentos para brincar sozinho ou com seus pares,
brincar por inteiro, corporalmente e emocionalmente, vivenciando novas
experiências, o faz-de-conta, o seu imaginário e sentindo-se livre para criar.
Criança que brinca é mais feliz e, certamente, será um adulto melhor!
Por Soeli Terezinha Pereira
outubro 23, 2012 por Fundação Abrinq
Soeli Terezinha Pereira é
pedagoga e assessora educacional da Rede Marista de Solidariedade, Grupo
Marista. Atua com projetos da área Educacional e no acompanhamento dos
processos de gestão, pedagógicos e de formação em Unidades Educacionais e
Sociais que compõem a Rede, com foco na Infância e na Educação Infantil. É uma
das organizadoras do livro “Educação Infantil: Reflexões e práticas para a
produção de sentidos” (Editora Universitária Champagnat, 2012).
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Passeio ao Parque Ecologico
As crianças da Casa
Assistencial visitaram na quarta-feira, 28, o Parque Ecológico Educativo em São
José do Rio Preto – SP.
O local dispõe de muitos
brinquedos para a diversão da garotada, incentivando a
criatividade das crianças e estimulando a tomada de decisões.
Todas elas aproveitaram o
passeio ao máximo, e com toda certeza foi um dia repleto de diversão.
Confira mais em nossa galeria de fotos!
terça-feira, 25 de setembro de 2012
CANLAB participa do 12º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças, Fundação Abrinq - Save the Children, em São Paulo

A equipe da CANLAB participou no último dia 19 de setembro do 12º Encontro Anual da Rede Nossas Crianças realizado em São Paulo, pela Fundação Abrinq - Save the Children, com o tema: "Direitos sexuais e Reprodutivos: Perspectivas e Desafios"
Para Denise Cesario, incluir o tema da sexualidade na educação de crianças e adolescentes é fundamental para proteção contra a violência sexual, "é necessário que nós informemos as crianças sobre as diversas etapas do desenvolvimento do corpo, como entender essas transformações e como se proteger diante de qualquer violação que possa ocorrer durante esses períodos", discursou a gerente de desenvolvimento de programas e projetos da Fundação Abrinq - Save the Children.
Durante o período matutino vários profissionais falaram de temas relacionados aos aspectos sociais, biológicos e de saúde que permeiam o desenvolvimento da sexualidade durante a infância e adolescência. Já durante a tarde, a equipe teve a oportunidade de participar de três salas temáticas: "Valores em Jogo", "Você é meu pai: Paternidade e Cuidado" e "Reflexões sobre a Adolescência", esses temas além do assunto sexualidade abordou bastante a questão da Violência Doméstica e Sexual.
A Rede Nossas Crianças atualmente reúne 174 organizações sociais de atendimento a crianças e adolescentes em áreas como saúde, proteção e educação. A CANLAB vem fazendo parte da Rede desde junho de 2.012, quando assinou o termo de convênio com a Fundação Abrinq através do Projeto "Laços de Proteção", com atuação no eixo de Prevenção a Violência Doméstica e Sexual.
Ainda em São Paulo, no dia 20 de setembro, Regina Andrade, do setor administrativo da CANLAB, participou de um Encontro com organizações conveniadas à Fundação Abrinq - Save the Children, de Estados como: Pará, Pernambuco, Bahia, Paraíba, Ceará, Goiás, São Paulo, entre outros, onde pôde apresentar o trabalho que vem sendo realizado pela Casa Assistencial Nosso Lar Amigos do Bem, com seus objetivos, conquistas, dificuldades e desafios.
"Foi extremamente importante essa troca de informações e experiências entre as organizações, pois demonstrou um pouco de como está o quadro brasileiro na questão da Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente. Foi possível ver que problemas e dificuldades existem em todos os lugares, mas não podemos ficar de braços cruzados! É necessário nos envolvermos cada vez mais com a causa e, juntos,- sociedade, empresários, poder público e entidades - trabalhamos ainda mais para que as crianças e adolescentes do nosso município possam ter sempre seus direitos garantidos" (Regina Andrade).
"Mais uma vez não podemos deixar de agradecer à Prefeitura de Colina, o apoio e a parceria , possibilitando o transporte de toda a equipe para a participação nesse evento que tanto somou para melhorar ainda mais o trabalho realizado. Ao nosso prefeito e ao vice o nosso muito obrigado! "(Lígia Dezolt).
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